Motorista de ex-prefeito de Marechal é exonerado do cargo após operação da PF José Avelino Neto seria lotado no Executivo estadual, mas trabalhava para Cristiano Matheus e est
06/12/2017 - 12h30 em MACEIO E ALAGOAS

O Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (6) traz a exoneração do motorista José Avelino Neto, um dia após a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), que descobriu uma organização criminosa supostamente comandada pelo ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus. O motorista seria lotado no Executivo estadual, mas prestava serviços como motorista para o ex-gestor. Segundo as investigações da PF, ele estaria envolvido no esquema como "laranja". 

De acordo com o decreto, José Avelino Neto exercia o cargo de provimento em comissão, de assessor técnico intermediário, na Secretaria de estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). O decreto é assinado pelo vice-governador do Estado, Luciano Barbosa, que comanda o Executivo de forma interina. 

A reportagem entrou em contato com a Seplag e a assessoria de comunicação informou que repassará os detalhes em breve. 

Por sua vez, a Secretaria de Cultura (Secult) disse que está averiguando os processos para identificar a lotação do funcionário. "Somente após esta análise, poderemos dar um posicionamento". 

A OPERAÇÃO

A Polícia Federal explicou detalhes da Operação Kali, deflagrada na manhã dessa terça-feira (05), colocando a figura do ex-prefeito de Marechal Deodoro como líder de uma organização criminosa, estruturada por uma rede de "laranjas". O bando seria responsável, conforme a investigação, por ocultar empresas, bens e desviar valores provenientes de fundos e programas de educação, destinados ao município enquanto ele era o gestor.

O ex-prefeito estruturou uma rede, aparentemente interminável, de laranjas, sendo amigos e empregados seus, para impedir os trabalhos investigativos da polícia. O motorista particular de Cristiano, conforme a PF, ainda é pago pelo governo do Estado, desde fevereiro deste ano. 

Ouvido pela polícia, o motorista revelou que nunca deu um dia de serviço para o Estado. O trabalho dele é ser motorista do ex-prefeito, mas o salário é pago pelo Poder Executivo Estadual.

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