Delegada não descarta envolvimento de outros suspeitos na morte de italiano
09/11/2018 21:58 em POLICIA

Mesmo com o avanço das investigações e a confissão da autoria, a Polícia Civil não descarta que o assassinato do italiano Carlo Ciccheli tenha tido a participação de outra pessoa, além de Cléa Fernanda Máximo, namorada da vítima. A delegada que investiga o crime, Rosimeire Vieira, informou também que deve pedir prorrogação do prazo para conclusão do inquérito policial e que também é importante ouvir parentes do advogado. 

Em entrevista à SITE, Rosimeire detalhou que as investigações continuam. "O inquérito ainda está em andamento e certamente ela será indiciada, mas a gente tem que ver as circunstâncias desse crime. Ela confessou sim, mas o que a gente tem que averiguar é se ela agiu sozinha ou não. É preciso investigar isso. Agiu motivada por qual motivo? Financeiro ou por ser vítima de violência, como ela mesma disse. São coisas que têm que ser averiguadas ainda", lembrou a delegada.

 

Rosimeire Vieira afirma que Cléa insiste que agiu sozinha. "Não duvido muito não, mas a gente precisa do laudo cadavérico. Se ela agiu só, ela deve ter aproveitado o momento que ele dormia, que tivesse alcoolizado ou sob efeito de droga (ela disse que o italiano usava). Ela deve ter se aproveitado de alguma circunstância, que ele tava vulnerável para poder amarrá-lo", acrescenta Rosimeire Vieira. 

"É importante ouvir os familiares da vítima. Vou ver a possibilidade de ouvir alguém para entender um pouco mais dessa história, principalmente das transações financeiras que a família diz ter feito", destacou. 

A responsável pelo inquérito policial diz que é preciso esclarecer a motivação do assassinato, se foi para se livrar das agressões e maus-tratos de Carlo ou se ela foi beneficiada de alguma forma com a morte dele. "Como ela está presa teria que concluir o inquérito em dez dias, mas tem que ouvir pessoas que moram em outro país. Devo pedir prorrogação do prazo", disse.

Cléa Fernanda Máximo da Silva confessou ter assassinado o namorado Carlo Ciccheli e está no Presídio Feminino Santa Luzia, na parte alta de Maceió. Enquanto isso, é aguardado o envio de exames para identificação da vítima.

O corpo do advogado italiano Carlo Cicchelli foi encontrado na tarde da última segunda-feira (5), dentro da casa onde os dois moravam, na Ponta Grossa, em Maceió. Ele estava dentro de um saco na área de lazer da residência. 

Foi a própria Cléa que acionou a polícia para informar onde estava o corpo e confessou ter assassinado Carlo a pedradas e facadas. Ela ainda teria dito à polícia que os dois tinham uma relação tumultuada e que sofria agressões física e psicológica.

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